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7 de setembro

Ato em Brasília reúne manifestantes em defesa do impeachment de Moraes e contra Alcolumbre

Manifestantes se reúnem nesta segunda-feira (7) em frente ao Banco Central, em Brasília, em um ato que pede o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e faz críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O protesto reúne centenas de pessoas e tem participação de parlamentares, lideranças políticas e religiosas.

O ato foi convocado pelo ex-desembargador Sebastião Coelho, candidato ao Senado pelo Distrito Federal. Coelho também é apontado como primeiro suplente do senador licenciado Eduardo Girão (Novo-CE), que integra a chapa de Romeu Zema (Novo) na disputa presidencial.

Segundo Coelho, a manifestação foi organizada como um movimento espontâneo e sem caráter partidário. Ele afirmou que a mobilização ocorre no mesmo local onde manifestações contra decisões do STF foram realizadas desde novembro de 2023.

“Eu convoquei já há dias esse ato. Desde novembro de 2023, esse foi o primeiro local em que nós fizemos as primeiras manifestações, as primeiras caminhadas”, afirmou.

Coelho também fez uma distinção entre o protesto realizado em frente ao Banco Central e outro ato previsto para a Funarte, em Brasília. Segundo ele, a manifestação na Funarte teria caráter político-partidário, enquanto a mobilização diante do Banco Central seria, em sua avaliação, uma manifestação espontânea.

“Se aqui o número de pessoas que tem já é suficiente para provar que nós estamos aqui numa manifestação patriótica, em defesa do nosso país. Não estou com camisa de candidato aqui”, disse.

Críticas a Moraes e Alcolumbre

O senador licenciado Eduardo Girão (Novo), candidato a vice-presidente de Romeu Zema, também marcou presença no ato em Brasília. Ele afirmou que o objetivo do movimento é pressionar as instituições e cobrar providências diante do que considera abusos e falta de independência entre os Poderes.

“Estamos nos manifestando contra essa bandalheira que está acontecendo no Brasil. Que país é esse onde a gente vê os Poderes se blindarem?”, questionou.

O candidato também citou o caso envolvendo o Banco Master e fez acusações relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e a pessoas próximas a ele. As declarações reproduzem alegações feitas por opositores do ministro e não representam, por si só, comprovação das acusações.

Girão também criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por questionamentos relacionados à atuação do ministro André Mendonça no caso envolvendo Moraes. De acordo com o candidato, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também tem responsabilidade pela situação atual do país. Ele afirmou que já foi protocolado pedido de impeachment contra o senador no Conselho de Ética e acusou Alcolumbre de não dar andamento às providências.

“Alcolumbre tem feito um desserviço para o país e está impune. Nós já pedimos o impeachment dele, o afastamento dele no Conselho de Ética há seis meses”, afirmou.

Girão também criticou a possibilidade levantada por Alcolumbre de colocar em discussão, conjuntamente, pedidos de impeachment contra Moraes e Mendonça.

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