O primeiro turno das eleições de 2026 deixou a disputa presidencial concentrada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois irão voltar às urnas em 25 de outubro, em uma disputa marcada pela polarização entre bolsonarismo e petismo e por uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos.
A distribuição dos votos mostra uma divisão regional importante. Flávio venceu em 14 estados e no Distrito Federal, enquanto Lula ficou à frente em 12 estados. O candidato do PL concentrou sua força no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e em parte do Norte, enquanto Lula manteve ampla vantagem no Nordeste, onde venceu em todos os estados. Em relação a 2022, Tocantins e Minas Gerais passaram a dar maioria a Flávio, enquanto o Amapá mudou de uma vitória bolsonarista para uma vitória de Lula.
O cenário nos estados também reforça a divisão política observada na eleição presidencial. Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, 10 são de partidos identificados com a direita ou à centro-direita, enquanto três são do PT, de esquerda. Os outros sete eleitos estão distribuídos entre partidos de centro e centro-direita, como PSD, MDB, PSDB e Podemos.
– Nesta segunda-feira, 5, os dois candidatos iniciam as articulações para o segundo turno com desafios distintos. Lula reúne aliados em Brasília para avaliar o resultado e definir estratégias para ampliar sua votação. Flávio Bolsonaro, que terminou a primeira etapa à frente, concentra-se na consolidação do apoio da direita. A disputa entra agora em uma fase de busca por alianças, transferência de votos e mobilização do eleitorado.
Câmara dos Deputados
O resultado das eleições deste domingo, 4, aponta para uma Câmara dos Deputados mais à direita e com forte presença do Centrão a partir de 2027. O PL conquistou a maior bancada, com 121 deputados, seguido pela federação PT-PCdoB-PV, com 88 cadeiras. União e PP, que juntos terão 87 deputados, e Republicanos, com 41, também devem exercer papel relevante na articulação do centro-direita. Ainda, a próxima legislatura será composta pela maior bancada feminina da história, com 108 deputadas eleitas, 17 a mais que em 2022.
Senado Federal
O Senado terá uma composição significativamente mais à direita a partir de 2027, após o resultado das eleições deste domingo, 4. O PL conquistou 19 das 54 cadeiras em disputa e deverá formar a maior bancada de um partido no início de uma legislatura. Considerando os senadores eleitos e os 27 que permanecem com mandato até 2031, a nova composição deve reunir 49 nomes alinhados à direita.






